O vento e seus diferentes destinos
Suas contradições e suas semelhanças
Aparentemente diferentes,
Tão iguais e tão oscilantes.
Oh Lua, por que mudas tão constantemente?
Seu humor, sua luz onipotente.
Oh vento, por que mudas de direção sempre?
Vagamente sem caminhos,
Contradizendo o que realmente sente...
E faz sentir;
O vento queria tocar a lua,
A lua não via o vento.
O vento via a lua,
A lua queria sentir o vento.
Oscilam em seus sentimentos.
“Vento, dê a certeza de onde vai,
E quando chega,
Assim poderei te esperar
Sempre no mesmo lugar.
Assim, posso te encontrar e te acompanhar.
Lua, mantenha-se sempre linda
E iluminada para mim,
Por que moras tão longe assim?
Rodeio este lugar sem fim,
Sem saber como te alcançar.
Vento, deixe-me te enxergar,
Lua, deixe-me estabilizar
Em ti.”

O vento esquenta e esfria,
A lua escurece e brilha.
O vento esquenta de esperança
E esfria de tristeza.
A lua também.
Para a lua não são suficientes as estrelas,
Nem o calor e imensidão do sol,
Pois não tem a lua não tem o vento.
A lua escurece dentre o silêncio,
E a ausência do vento.
Para o vento não é suficiente o tempo,
Nem a altura que se pode chegar.
Pois o vento não tem a lua,
E o vento esfria, na ausência
Do brilho da lua bela.
Porém, algo ainda não está claro.
Concentradamente na falta do vento,
A lua não dá conta de que,
Leve e lento,
O vento
Sempre esteve ali...
E o vento, pela ansiedade da órbita certa da lua,
Não vê que ela brilhava menos,
Mas sempre esteve a brilhar,
Ora menos, ora mais.
O vento não se deu conta,
Apressado, e cego,
Que a lua brilhava para tentar
Encontrar o vento.
A lua cega e o vento sem destino,
Continuamente vão indo,
Eternamente ao seu encontro
Em algum momento lindo.
O vento esquenta de esperança
E esfria de tristeza.
A lua também.
Para a lua não são suficientes as estrelas,
Nem o calor e imensidão do sol,
Pois não tem a lua não tem o vento.
A lua escurece dentre o silêncio,
E a ausência do vento.
Para o vento não é suficiente o tempo,
Nem a altura que se pode chegar.
Pois o vento não tem a lua,
E o vento esfria, na ausência
Do brilho da lua bela.
Porém, algo ainda não está claro.
Concentradamente na falta do vento,
A lua não dá conta de que,
Leve e lento,
O vento
Sempre esteve ali...
E o vento, pela ansiedade da órbita certa da lua,
Não vê que ela brilhava menos,
Mas sempre esteve a brilhar,
Ora menos, ora mais.
O vento não se deu conta,
Apressado, e cego,
Que a lua brilhava para tentar
Encontrar o vento.
A lua cega e o vento sem destino,
Continuamente vão indo,
Eternamente ao seu encontro
Em algum momento lindo.
Mariana M. 25.10.10
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